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RÁDIO R - BOAS FESTAS - 980x135

O que faz alguns cachorros temerem fogos de artifício e outros não?

Os fogos de artifício são maravilhas luminosas que iluminam nossas celebrações e momentos festivos. Para muitos de nós, esses displays de luz e som são símbolos de comemoração e alegria.

No entanto, enquanto admiramos esses espetáculos celestiais, muitos de nossos companheiros caninos podem estar enfrentando uma experiência completamente diferente: o medo. Os cachorros têm uma audição muito mais aguçada que a dos humanos. Assim, o que pode ser um estampido emocionante para nós pode ser um estrondo assustador para eles.

Por que, então, alguns cachorros correm para se esconder ao primeiro sinal de fogos, enquanto outros parecem indiferentes? Para responder a essa pergunta, precisamos mergulhar no mundo dos cães, entender sua sensibilidade auditiva, suas experiências passadas e suas individualidades.

A biologia e a sensibilidade auditiva dos cachorros

(Fonte: Freepik)

Os cachorros possuem uma audição muito mais aguçada que a dos seres humanos. Essa capacidade permite que eles ouçam sons que estão fora do alcance humano. Logo, os estampidos dos fogos de artifício são percebidos com maior intensidade, podendo causar desconforto ou até mesmo dor.

Além da ampla gama de frequências que os cães conseguem ouvir, eles também detectam variações sutis nos sons. Isto significa que o estrondo de um foguete pode ser percebido por eles de maneira muito mais complexa e potencialmente assustadora do que para nós.

Sons altos e inesperados podem disparar o instinto de sobrevivência dos cachorros. Esses barulhos podem ser interpretados como uma ameaça, fazendo com que o cão entre em um estado de alerta ou até mesmo de pânico.

Experiências passadas e socialização

Assim como os seres humanos, as primeiras experiências de um cachorro podem moldar suas reações futuras. Um cachorro que teve uma má experiência com fogos de artifício quando filhote pode associar o som a algo negativo pelo resto da vida.

Cães que foram devidamente socializados desde pequenos, expostos a diversos estímulos e sons, tendem a lidar melhor com situações inesperadas. Em contrapartida, cães que não tiveram essa socialização podem se assustar com mais facilidade.

Se um cachorro vive em um ambiente onde os membros da família demonstram medo ou desconforto com os fogos, ele pode aprender e replicar esse comportamento, mesmo que não tenha tido experiências traumáticas diretas.

Ambiente e fatores externos

O ambiente em que o cão cresce e vive tem um papel significativo em sua resposta aos estímulos. Cães que cresceram em áreas urbanas, frequentemente expostos a sons altos, podem ser menos sensíveis aos fogos em comparação com aqueles que viveram em ambientes mais calmos.

A introdução gradual a diferentes estímulos pode ajudar a desensibilizar os cachorros ao barulho dos fogos de artifício. Esta técnica, muitas vezes empregada por adestradores, pode ser benéfica para cães que mostram sinais extremos de ansiedade.

Outro fator que pode influenciar é o local em que o cão se encontra durante os fogos. Ambientes familiares e confortáveis, como o lar, podem amenizar o medo, enquanto lugares desconhecidos podem intensificar a reação.

Diferenças individuais e genéticas

Assim como as pessoas, os cachorros têm personalidades distintas. Alguns são naturalmente mais ansiosos, enquanto outros são mais relaxados e desinibidos. Essas características de personalidade podem influenciar na reação do animal ao barulho dos fogos.

Algumas raças de cães são mais propensas a terem medo de sons altos devido a sua genética. Por exemplo, raças de cães de pastoreio, que são geneticamente predispostas a reagir a estímulos sonoros, podem ser mais sensíveis aos fogos.

Problemas de bem-estar, especialmente aqueles relacionados à audição ou ao sistema nervoso, podem fazer com que o cão reaja de maneira exacerbada aos fogos de artifício.

Estratégias de enfrentamento e resiliência canina

Os cães têm maneiras distintas de lidar com situações de estresse. Enquanto alguns cachorros podem procurar esconderijos ou demonstrar sinais de inquietude, outros podem tentar enfrentar o medo de maneira mais ativa.

Muitos cachorros se apegam aos seus tutores em momentos de ansiedade. Este comportamento está ligado à confiança que o cão tem em seu dono, vendo-o como um porto seguro.

Algumas raças, devido ao seu treinamento e evolução, mostram-se mais resistentes a sons altos. Por exemplo, cães de trabalho, como os retrievers e pastores alemães, foram treinados ao longo das gerações para não se distraírem facilmente, o que pode influenciar em sua reação aos fogos.

Soluções, amenização e prevenção

Conhecer o seu cachorro é o primeiro passo para ajudá-lo a lidar com o medo dos fogos. Observar seus comportamentos pode dar pistas sobre o que ele precisa para se sentir mais confortável.

Alguns tutores optam por usar produtos especializados, como coletes anti-ansiedade, que dão uma sensação de abraço e conforto ao cão durante os estouros.

A utilização de terapias naturais, como a aromaterapia, tem ganhado popularidade. O uso de óleos essenciais como a lavanda pode acalmar alguns cães. Aconselhamento com veterinários pode fornecer soluções personalizadas para cada cão.

Fonte: https://parececurioso.com/

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